Os desvios internos do septo nasal não causam obrigatoriamente desvios externos. O desvio nasal, denominado laterorrinia, é observado em pacientes com desvios septais originados na infância, antes da puberdade, ou se apresentam como sequela de traumas com fratura do esqueleto ósseo do nariz.
Além da deformidade estética, os pacientes geralmente apresentam dificuldade respiratória obstrutiva, mais intensa no lado do desvio externo. Nestes casos, utilizamos um recurso diagnóstico que é a tomografia computadorizada com reconstrução em 3D do arcabouço ósseo nasal, indispensável para o correto diagnóstico e orientação da técnica cirúrgica a ser realizada.
Durante a cirurgia, os desvios internos do septo nasal, tanto da parte óssea como da porção cartilaginosa, deverão ser corrigidos e a pirâmide óssea será submetida a osteotomias (“fraturas”) para mobilização adequada dos fragmentos ósseos desviados. O curativo final será recoberto por uma cúpula plástica protetora durante uma a duas semanas.
Seguindo os princípios da rinoplastia estruturada, após correção dos desvios da cartilagem septal, enxertos estruturais estabilizadores deverão ser aplicados a cada lado do septo nasal e todo o esqueleto cartilaginoso do terço médio será fixado em “monobloco” com fios de sutura.
Dr. Ronche observou que esta conduta diminuiu consideravelmente a ocorrência de recidivas ou retorno dos desvios septais.